Sinopse: Esta é a história de Paul, aluno de uma escola nada convencional onde as líderes de torcida andam de Harley, a Rainha do Baile é um cara chamado de Daryl (mas que agora prefere ser chamado de Infinite Darlene) e a aliança entre gays e héteros ajudou os garotos héteros a aprenderem a dançar.
Quando Paul conhece Noah, ele acredita ter encontrado o cara dos seus sonhos. Até estragar tudo da forma mais espetacular possível. As chances de Paul conseguir reconquistar Noah, segundo o gerenciador de apostas da escola, é de 1 em 12, mas isso não o desestimula a tentar. Afinal, mão se pode desistir do amor assim tão fácil.
Mas, antes de conseguir Noah de volta, Paul precisa vencer outros desafios: sua melhor amiga de todos os tempos, Joni, está namorando o cara mais acéfalo e babaca da escola. Seu outro melhor amigo, Tony, precisa lidar com pais ultrarreligiosos e meio nazistas que desaprovam sua orientação sexual, e seu ex-namorado, Kyle, parece estar mais obcecado do que nunca em se intrometer entre Paul e Noah.
Muito mais do que uma hilariante comédia romântica, este é um livro sobre um garoto que encontra um garoto, perde o garoto e acredita o bastante no amor para encontrá-lo de novamente.
Aviso: Tentei ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisado.
Opinião: Esse é um livro diferente. Diferente para mim porque ele é contado em primeira pessoa, do ponto de vista de um garoto gay, o primeiro que li assim. Também vale ressaltar que é um Young/Adult quase um Infanto-Juvenil.
Paul é um garoto gay de uma cidade meio diferente, onde coisas que para nós seriam estranhas, para essa cidade é normal, normal até demais. Ele descobriu sua sexualidade desde a pré-escola, quando sua professora escreve uma carta para a mãe de Paul afirmando que: "PAUL É GAY SEM A MENOR SOMBRA DE DÚVIDA E TEM UMA BOA NOÇÃO DE SI MESMO". Esse é o segundo capítulo do livro, um flash-black de quando Paul "descobriu" sua sexualidade e quando contou para seus pais e melhor amiga, Joni, quando a mesma tenta beijá-lo durante uma brincadeira. Antes disso, no primeiro capítulo, Paul, junto com Joni e Tony, vão até uma livraria em uma estrada para assistir um amigo em comum tocar com sua banda lá dentro, e é aí que Paul conhece Noah, e percebe que Noah também é gay pelo jeito que ele falou, mais especificamente aqui usando a palavra "magnífico", e não com a voz afeminada (sem preconceito se você é homossexual e possui uma voz menos grave. Fique sabendo que apoio completamente sua opção sexual, mas voltando ao livro). E para melhorar, Noah estuda na mesma escola que Paul.
No dia seguinte ao encontro com Noah, Paul o procura na escola, mas parece que o universo está conspirando para que ele não ache/encontre Noah. Primeiro é Infinite Darlene que o encontra e fica conversando com Paul sem perceber que ele não está nem um pouco afim, só quer encontrar Noah. No fim, Paul acaba não encontrando Noah e vai até a apresentação de Orgulho de Voltas às Aulas na mesma tarde, e depois de procurar entre os alunos nas arquibancadas, eis que Paul encontra Noah do outro lado, e resolve ir até lá, onde conversam e resolvem se encontrar no dia seguinte no armário de Noah. Mas como o destino é inexorável (Merlin), Paul chega atrasado ao armário de Noah devido a xis fatores. Isso é só as primeiras páginas do livro, então imaginem o resto, rs.
Não posso deixar de falar de Tony. As vezes dá pena dele. Ele sabe que é gay, mas não admite isso por causa dos pais, e sua amizade com Paul leva seus pais, em um momento do livro devido à uma ação que não falarei e que é a mesma que faz com que Paul perca Noah, pelo menos em parte, a proibirem Tony de ver Paul. Também tem Joni, que é muito irritante, principalmente quando começa a namorar Chuck, que é pior do que ela. E tem também o Kyle, o ex-namorado de Paul, que, em um ponto do livro, dá muita pena dele, ele fica muito perdido e sofrendo por causa do amor e do arrependimento.
Um livro bem rápido de ser lido, e uma história que acaba prendendo. É divertido, e muito engraçado, mas algumas partes faz você querer parar de ler, seja por estar monótono ou por não querer ver Paul se fer*** (desculpe o palavreado). Garoto encontra garoto não é só um livro sobre gays adolescentes, mas também sobre uma escola que nada é o que parece ser, o que na minha opinião é o mais legal do livro: a escola. Faz você querer estudar lá também, viver aquilo que Paul fala. Um livro que recomendo, por ser de fácil leitura, divertido, e principalmente nos faz pensar.
Até mais.
Se você gostou de Garoto encontra garoto, pode gostar também de:
A garota que eu quero, de Markus Zusak;
Cidades de Papel, de John Green;
A culpa é das estrelas, de John Green.
"...A noite chega, e agora começa minha vigília. Não terminará até a minha morte... Viverei e morrerei no meu posto. Sou a espada na escuridão. Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio, a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem, o escudo que defende os reinos dos homens. Dou a minha vida e a minha honra à Patrulha da Noite, por esta noite e por todas as noites que estão para vir." Votos da Patrulha da Noite
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11 de dezembro de 2014
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