Sinopse: Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes.
Certo dia, ela atende Susan Burkes, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação.
No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burkes, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance.
Aviso: Tentei evitar ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisadx.
Opinião: Esse foi meu primeiro contato com Gillian Flynn (sim, ainda não li Garota Exemplar, mesmo o tendo há um bom tempo já), e já quero ler tudo dessa autora incrível, porque esse conto me conquistou completamente. Não lembro se o nome da jovem que está contanto a história é mencionado durante o conto, mas isso não atrapalha nossa pseudo-resenha.
A jovem começa a história contando o que faz da vida (proibido para menores, por isso não colocarei aqui), e aos poucos vai relembrando fatos de sua vida, desde pequena e sua rotina de pedir esmolas com a mãe, até ingressar na faculdade, para depois largar tudo e começar a trabalhar com coisas não aceitas pela nossa sociedade (Flynn consegue construir essa personagem em tão poucas páginas). É nesse momento, quando a jovem começa a ser vidente, trabalhando no mesmo lugar, que conhece Susan, uma mulher da classe alta que vive com seu filho e enteado em um solar, já que o marido vive viajando a trabalho, segundo nos é apresentado. Susan, essa mulher desesperada, convence a jovem de que sua casa está fazendo mal ao seu enteado, e que ele está muito diferente, mais agressivo, mais sombrio, fazendo, assim, a jovem ir até sua casa para fazer uma "limpeza espiritual" na mesma. A jovem aceita o emprego e começa logo, contudo algumas coisas ficam mais sinistras com o passar do tempo, e o enteado fica ameaçando-a quase o tempo todo.
Vou parar por aqui senão conto o conto todo, e não quero fazer isso. Mas as explicações que Flynn nos dá no decorrer da leitura até o desfecho da história são incríveis. Ela dá um nó em nossas cabeças de um jeito que você tem que ler mais de uma vez algumas passagens finais para conseguir compreender, pelo menos um pouco, a história. Sou meio arriscado falar de livros assim (thriller) porque nunca descubro o final, e sempre fico muito surpreso com o mesmo. Esse conto caiu muito bem para o mês do horror, porque ele deu um medinho em algumas passagens, não vou mentir, ainda mais porque o li antes de dormir.
Se esse conto fosse um livro talvez não seria tão bem construído, como algumas pessoas falam de Garota Exemplar, que é um livro maçante em muitas passagens. Enfim, Flynn fez um conto digno de George R.R. Martin, uma vez que o mesmo foi pedido pelo último para compôr uma antologia de contos, e não é lá pouca coisa se falarmos de Martin, não é mesmo?!
Se você gostou de O adulto, pode gostar também de:
A mulher de preto, de Susan Hill;
Coisas Frágeis I, de Neil Gaiman;
Deixa Ela Entrar, de John Ajvide Lindqvist;
O Pacto (Horns), de Joe Hill.
Até o próximo.
"...A noite chega, e agora começa minha vigília. Não terminará até a minha morte... Viverei e morrerei no meu posto. Sou a espada na escuridão. Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio, a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem, o escudo que defende os reinos dos homens. Dou a minha vida e a minha honra à Patrulha da Noite, por esta noite e por todas as noites que estão para vir." Votos da Patrulha da Noite
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28 de outubro de 2017
3 de março de 2015
Você Escolhe #12 - Contos Russos
Depois de pensar bastante para escolher quais livros viriam para a votação do mês de março, resolvi escolher alguns livros de contos russos. Porque talvez assim eu consiga terminar O amor de uma boa mulher, rs. E também sempre quis ler algo da literatura russa, e nada melhor do que começar com contos no melhor mês do ano, abril. Mês esse que faço aniversário \o/
Enfim, os livros para votação deste mês são:
1 - A corista e outras histórias, de Anton Tchekhov;
2 - A dama do cachorrinho [e outras histórias], de Anton Tchekhov;
3 - Contos Reunidos, de Anton Tchekhov;
4 - Senhor e servo & outras histórias, de Liev Tolstoi.
PS.: Coloquei 3 do Tchekhov e 1 do Tolstoi porque são o que possuo. Procurei livros de contos do Dostoiévski e do Nabokov, mas, infelizmente, não achei.
A votação já começou e ficará no ar até o dia 31 de março de 2015, às 23:59h, hora oficial de Brasília. Não deixe de votar.
14 de novembro de 2014
A Última Ceia, de Ana C. Nunes - Mês do Horror
Sinopse: O Natal é uma época para a família, em que os membros que não se veem há muito tempo, se reúnem à mesa, partilham histórias, sonhos, alegrias e uma refeição tradicional. Mas neste Natal a ceia é tudo, menos convencional. Uma delícia que poucos têm oportunidade de provar. Um jovem aborrecido e descontente, em busca de aventuras noturnas numa casa perdida à beira-rio, irá encontrar muito mais que prendas debaixo da árvore de Natal. Uma refeição pode esconder muitos segredos...
Aviso: Nesse conto haverá Spoilers. Você foi avisado.
Opinião: Esse foi o segundo conto que li no Mês do Horror, e o pior conto que li até agora em todos esses anos. Sem mais palavras.
O conto é em primeira pessoa e contado por um menino que está passando o Natal na casa de um tio. O menino nos apresenta a casa de seu tio e toda sua família, e já no começo do conto ele fica andando pela casa para tentar encontrar alguma coisa legal para fazer, e descobre um porão um pouco assustador, mas não entra porque sua mãe o chama para jantar. Na janta, o tio serve um peixe com muitas cores, e fala que ele pegou de manhã no rio. Quando o menino coloca o peixe na boca é, como eles descreve, uma explosão de sabores. Ele e sua família comem muito, menos o tio, que como só uma vez. Quando acabam, todos vão dormir. Mas o menino não.
Ele desce até o porão e vê que ali possui uma casa de banho, e ao reparar em uma mesa ele percebe sangue. Mas a mesa não uma simples mesa, ela é um freezer, e quando o menino abre vê dentro uma sereia sem um pedaço da cauda. E aí o tio chega sem mais nem menos. Eles começam a discutir e o menino, após machucar seu tio, pega a sereia e tenta levá-la para o rio de novo. Contudo, seu tio vem atrás e bate na cabeça dele e o menino cai com a sereia nos braços perto da margem do rio. Após uma conversa sobre como a tia do menino morreu porque seu tio não conseguiu pescar outra sereia a tempo, e sua tia morreu de "desejo". No fim, a sereia consegue entrar no rio e os pais dela atacam o tio, que também entrou no rio para tentar pegá-la de novo. No fim o tio morre, o menino vai de volta para casa e dorme. Na manhã seguinte a família começa a procurar o tio, e após três dias de buscas, a polícia encontra o corpo de tio boiando perto do mar.
E assim termina esse conto horrível. E o pior de tudo é que é em português de Portugal, e a leitura demora mais do que o normal (nada contra o português de Portugal, já li José Saramago, como vocês sabem e gostei demais). Enfim, um conto que não recomendo a ninguém ler, e ainda na capa está dizendo que é um conto de terror natalino, #sqn. A temática é boa, mas não há enredo, desenvolvimento, nada. E por eu não ter gostado nem um pouco deste conto, acho melhor não colocar o Se você gostou de...
Até mais.
Aviso: Nesse conto haverá Spoilers. Você foi avisado.
Opinião: Esse foi o segundo conto que li no Mês do Horror, e o pior conto que li até agora em todos esses anos. Sem mais palavras.
O conto é em primeira pessoa e contado por um menino que está passando o Natal na casa de um tio. O menino nos apresenta a casa de seu tio e toda sua família, e já no começo do conto ele fica andando pela casa para tentar encontrar alguma coisa legal para fazer, e descobre um porão um pouco assustador, mas não entra porque sua mãe o chama para jantar. Na janta, o tio serve um peixe com muitas cores, e fala que ele pegou de manhã no rio. Quando o menino coloca o peixe na boca é, como eles descreve, uma explosão de sabores. Ele e sua família comem muito, menos o tio, que como só uma vez. Quando acabam, todos vão dormir. Mas o menino não.
Ele desce até o porão e vê que ali possui uma casa de banho, e ao reparar em uma mesa ele percebe sangue. Mas a mesa não uma simples mesa, ela é um freezer, e quando o menino abre vê dentro uma sereia sem um pedaço da cauda. E aí o tio chega sem mais nem menos. Eles começam a discutir e o menino, após machucar seu tio, pega a sereia e tenta levá-la para o rio de novo. Contudo, seu tio vem atrás e bate na cabeça dele e o menino cai com a sereia nos braços perto da margem do rio. Após uma conversa sobre como a tia do menino morreu porque seu tio não conseguiu pescar outra sereia a tempo, e sua tia morreu de "desejo". No fim, a sereia consegue entrar no rio e os pais dela atacam o tio, que também entrou no rio para tentar pegá-la de novo. No fim o tio morre, o menino vai de volta para casa e dorme. Na manhã seguinte a família começa a procurar o tio, e após três dias de buscas, a polícia encontra o corpo de tio boiando perto do mar.
E assim termina esse conto horrível. E o pior de tudo é que é em português de Portugal, e a leitura demora mais do que o normal (nada contra o português de Portugal, já li José Saramago, como vocês sabem e gostei demais). Enfim, um conto que não recomendo a ninguém ler, e ainda na capa está dizendo que é um conto de terror natalino, #sqn. A temática é boa, mas não há enredo, desenvolvimento, nada. E por eu não ter gostado nem um pouco deste conto, acho melhor não colocar o Se você gostou de...
Até mais.
13 de novembro de 2014
Le Petit Garçon, de Décio Gomes - Mês do Horror
Sinopse: Benji, um pintor blasfemo, alcoólatra e pedófilo, dirige-se em mais uma noite escura ao bordel parisiense "Le petit garçon". Lá Benji é capaz de realizar todos os seus desejos de perversão com jovens garotas. Naquela noite, porém, o artista receberá uma visita inesperada: um ser maligno para levá-lo de volta para casa.
Aviso: Nesse conto haverá Spoilers. Você foi avisado.
Opinião: Antes de tudo venho pedir desculpas por demorar tanto tempo para começar as postagens das leituras de outubro, o Mês do Horror. Ia começar com O Rei de Amarelo, mas percebi que ele precisa de um pouco mais de tempo para seu post, por isso começarei com Le Petit Garçon. Espero que gostem.
Eu vi esse conto na Amazon para download grátis, e nem pensei duas vezes, baixei. E estava esperando outubro para poder lê-lo. Esse post será diferente porque vou contar o conto todo, do começo ao fim, e, consequentemente, haverá Spoilers. Estava com uma expectativa de o conto ser muito bom, mas só que ele não o é. Mas algumas coisas o são, como a maneira como o autor (que é brasileiro) descreve o personagem, tornando-o complexos em apenas 11 páginas, mas podei ser melhor.
O conto começa com Benji em casa olhando sua última pintura, e nós não sabemos, mas parece ser um presságio, pelo jeito que Benji fica. Então ele resolve sair de casa e ir para o bordel "Le petit garçon". Chegando lá, uma prostituta, Louise, que Benji sempre paga pelo seus serviços dá em cima dele, mas ele recusa e pede para ela chamar outra garota. Depois de um tempo ele sai do quarto sujo de sangue e vai embora apesar dos gritos de Louise. Ao sair, algo começa a persegui-lo, uma gárgula. Benji tenta fugir, mas ela consegue agarrá-lo e levá-lo. Depois de um tempo levando Benji para o alto, ela o solta e ele cai em um poço em chamas, onde mãos o levam para o fundo, entre risos, murmúrios e lamentos. O conto termina com Louise indo até a casa de Benji e vendo a pintura do mesmo, um poço em chamas com o corpo de Benji sendo puxando para as profundezas, e como está no conto: "Benji havia pintado o cenário da própria condenação".
Enfim, um conto que tinha tudo para ser muito melhor do que é. Ele possui um cenário muito bem criado, mas falta um desenvolvimento melhor. Contudo, como um todo o conto é razoável. Estava esquecendo, o conto, mesmo parecendo de suspense/horror, ele não passa isso para nós, pelo menos não para mim.
Até o próximo.
Se você gostou de Le Petit Garçon, pode gostar também de:
A Mulher de Preto, de Susan Hill;
Coisas frágeis I, de Neil Gaiman;
Deixa ela entrar, de John Ajvide Lindqvist.
Aviso: Nesse conto haverá Spoilers. Você foi avisado.
Opinião: Antes de tudo venho pedir desculpas por demorar tanto tempo para começar as postagens das leituras de outubro, o Mês do Horror. Ia começar com O Rei de Amarelo, mas percebi que ele precisa de um pouco mais de tempo para seu post, por isso começarei com Le Petit Garçon. Espero que gostem.
Eu vi esse conto na Amazon para download grátis, e nem pensei duas vezes, baixei. E estava esperando outubro para poder lê-lo. Esse post será diferente porque vou contar o conto todo, do começo ao fim, e, consequentemente, haverá Spoilers. Estava com uma expectativa de o conto ser muito bom, mas só que ele não o é. Mas algumas coisas o são, como a maneira como o autor (que é brasileiro) descreve o personagem, tornando-o complexos em apenas 11 páginas, mas podei ser melhor.
O conto começa com Benji em casa olhando sua última pintura, e nós não sabemos, mas parece ser um presságio, pelo jeito que Benji fica. Então ele resolve sair de casa e ir para o bordel "Le petit garçon". Chegando lá, uma prostituta, Louise, que Benji sempre paga pelo seus serviços dá em cima dele, mas ele recusa e pede para ela chamar outra garota. Depois de um tempo ele sai do quarto sujo de sangue e vai embora apesar dos gritos de Louise. Ao sair, algo começa a persegui-lo, uma gárgula. Benji tenta fugir, mas ela consegue agarrá-lo e levá-lo. Depois de um tempo levando Benji para o alto, ela o solta e ele cai em um poço em chamas, onde mãos o levam para o fundo, entre risos, murmúrios e lamentos. O conto termina com Louise indo até a casa de Benji e vendo a pintura do mesmo, um poço em chamas com o corpo de Benji sendo puxando para as profundezas, e como está no conto: "Benji havia pintado o cenário da própria condenação".
Enfim, um conto que tinha tudo para ser muito melhor do que é. Ele possui um cenário muito bem criado, mas falta um desenvolvimento melhor. Contudo, como um todo o conto é razoável. Estava esquecendo, o conto, mesmo parecendo de suspense/horror, ele não passa isso para nós, pelo menos não para mim.
Até o próximo.
Se você gostou de Le Petit Garçon, pode gostar também de:
A Mulher de Preto, de Susan Hill;
Coisas frágeis I, de Neil Gaiman;
Deixa ela entrar, de John Ajvide Lindqvist.
22 de janeiro de 2014
O conto da ilha desconhecida, de José Saramago
Sinopse: Um homem vai até ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas.
Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Antes, entretanto, ela é submetida a uma série de embates com o status quo, com o estado consolidado das coisas, como se da resistência às adversidades viesse o mérito e do mérito nascesse o direito à concretização. Entre desejar um barco e tê-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a ideia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou.
Aviso: Tentei evitar ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisado.
Opinião: Este é a minha primeira leitura de José Saramago, e mesmo que seja muito complicado e difícil a leitura, eu gostei demais do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1998, e espero ler todos os livros dele, já estou lendo Ensaio sobre a cegueira, que já é um começo. Mas vamos às minhas opiniões, que cá entre nós, está atrasada.
Como já foi dito na sinopse, um homem chega até o rei e lhe pede um barco para ir até a ilha desconhecida. O rei fica curioso e o pergunta para que ele quer ir a uma ilha que talvez nem exista. E o homem responde que todas as ilhas são desconhecidas até que alguém desembarque nelas. A mulher da limpeza, que foi quem atendeu o homem que pediu o barco, sai pela porta das decisões e diz que nunca mais voltará, e vai ao encontro do homem que pediu o barco, que se encontra no porto, entregando uma carta do próprio rei o homem do porto. Aqui já dá para perceber que os personagens não possuem nomes, mas sim são reconhecidos pelas suas funções ou atos.
O conto tem sete parágrafos, mas são parágrafos muito grandes, no estilo saramaguiano, ou seja, só possui pontos finais e vírgulas, não existe travessões nem qualquer outro ponto. Assim, a leitura é difícil, sem contar que é o português de Portugal que se está escrito o conto, ou qualquer outro livro dele, uma vez que Saramago pediu que seus livros respeitassem o português de Portugal.
A pequena história se passa todo em volta de como o homem consegue o barco e de como ele e a mulher da limpeza vão navegar até a ilha desconhecida sem uma tripulação. O otimismo que o homem tem é de uma grandeza impressionante. Ele faz de tudo para conseguir um barco e, mesmo sem tripulação, ele sai a caminho da ilha desconhecida. Uma passagem que eu achei muito legal foi essa: "Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós...". Mesmo sendo um pouco complexo e de difícil entendimento, conseguimos entender o que Saramago queria passar para nós neste conto, que todos devemos sair de nós mesmos para poder encontrar o que mais se deseja.
Até o próximo.
O conto tem sete parágrafos, mas são parágrafos muito grandes, no estilo saramaguiano, ou seja, só possui pontos finais e vírgulas, não existe travessões nem qualquer outro ponto. Assim, a leitura é difícil, sem contar que é o português de Portugal que se está escrito o conto, ou qualquer outro livro dele, uma vez que Saramago pediu que seus livros respeitassem o português de Portugal.
A pequena história se passa todo em volta de como o homem consegue o barco e de como ele e a mulher da limpeza vão navegar até a ilha desconhecida sem uma tripulação. O otimismo que o homem tem é de uma grandeza impressionante. Ele faz de tudo para conseguir um barco e, mesmo sem tripulação, ele sai a caminho da ilha desconhecida. Uma passagem que eu achei muito legal foi essa: "Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós...". Mesmo sendo um pouco complexo e de difícil entendimento, conseguimos entender o que Saramago queria passar para nós neste conto, que todos devemos sair de nós mesmos para poder encontrar o que mais se deseja.
Até o próximo.
18 de janeiro de 2014
Coisas Frágeis I, de Neil Gaiman
Sinopse: Os nove contos de Coisas Frágeis trazem Gaiman abordando os mais diversos temas, misturando puberdade, punk rock e ficção científica em "Como conversar com Garotas em Festas"; combinando o Sherlock Holmes de sir Arthur Conan Doyle com o terror de H.P. Lovecraft em "Um Estudo em Esmeralda"; extrapolando o mundo de Matrix em "Golias", inspirado no roteiro original do primeiro filme; ou mesmo presenteando a filha mais velha com um conto fantástico sobre um clube de epicuristas em "O Pássaro-do-Sol". Coisas Frágeis é um tratado prático de como escrever boas histórias - histórias que, como diz a introdução do livro, "duram mais que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram muito mais que as próprias terras onde elas foram criadas".
Aviso: Tentei evitar ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisado.
Opinião: "Acho que prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, do que uma vida gasta evitando a dívida moral. (...) E me perguntei a que me referia com 'coisas frágeis'. Parecia um belo título para um livro de contos. Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonho e corações também." E é assim que Neil Gaiman nos apresenta seu livro de contos. Contos esses que são muito bons, sem exceção. Coisas Frágeis foi o primeiro livro do Neil Gaiman que eu li, e espero ler muitos outros. Como são contos, dá para serem lidos em um dia, mas eu lia um por dia antes de dormir, para não misturar as histórias e também para poder ficar refletindo cada conto, e o que Gaiman queria passar para nós. Não vou ficar falando de cada conto aqui, e assim, este post será diferente dos outros. O melhor a ser feito é falar do geral.
Os contos, na primeira vista parecem ser diferentes do que realmente são. Eu achei quando comecei a ler era que seriam contos de fantasia ou ficção científica, e mas voltado para o cotidiano das pessoas e o quão frágeis nós somos. Foi por isso que gostei deste livro, Gaiman consegue misturartodos quase todos os estilos literários em um único livro com nove contos. Gaiman nos mostra que mesmo na fantasia, na ficção científica, ou no terror, todos nós, seres humanos, somos coisas frágeis, que podem ser quebradas por uma simples brisa de outono. O que as pessoas fazem para conseguir o que querem, como em "O Pássaro-do-Sol", onde os integrantes do Clube de Epicurismo vai até a Cidade do Sol para capturar e comer o Pássaro-do-Sol; ou o que o Senhor Alice faz para conseguir um ser tão belo quanto os anjos. Eu já estava esquecendo, que capa é essa? Dá medo, rs. Mas esta capa com a garota que parece ser de porcelana que está quebrando é muito boa, demonstra realmente a nossa fragilidade.
Não tenho muito o que falar dos contos, só posso dizer que todos nós somos "Coisas Frágeis", cada um com seu sonho, seu amor, seu modo de ver o mundo, seu modo de ter fé, em acreditar em algo mesmo sabendo que isso não exista. Enfim, a vida é muito curta para ficar "evitando a dívida moral".
Aviso: Tentei evitar ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisado.
Opinião: "Acho que prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, do que uma vida gasta evitando a dívida moral. (...) E me perguntei a que me referia com 'coisas frágeis'. Parecia um belo título para um livro de contos. Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonho e corações também." E é assim que Neil Gaiman nos apresenta seu livro de contos. Contos esses que são muito bons, sem exceção. Coisas Frágeis foi o primeiro livro do Neil Gaiman que eu li, e espero ler muitos outros. Como são contos, dá para serem lidos em um dia, mas eu lia um por dia antes de dormir, para não misturar as histórias e também para poder ficar refletindo cada conto, e o que Gaiman queria passar para nós. Não vou ficar falando de cada conto aqui, e assim, este post será diferente dos outros. O melhor a ser feito é falar do geral.
Os contos, na primeira vista parecem ser diferentes do que realmente são. Eu achei quando comecei a ler era que seriam contos de fantasia ou ficção científica, e mas voltado para o cotidiano das pessoas e o quão frágeis nós somos. Foi por isso que gostei deste livro, Gaiman consegue misturar
Não tenho muito o que falar dos contos, só posso dizer que todos nós somos "Coisas Frágeis", cada um com seu sonho, seu amor, seu modo de ver o mundo, seu modo de ter fé, em acreditar em algo mesmo sabendo que isso não exista. Enfim, a vida é muito curta para ficar "evitando a dívida moral".
25 de agosto de 2013
O Dragão de Gelo, de George R.R. Martin
Sinopse: O dragão de gelo era uma criatura de lendas e medo, pois nenhum homem jamais o havia domado. Quando ele voava alto, deixava em rastro frio, desolação e terra congelada. Mas Adara não tinha medo. Porque Adara era uma criança do inverno, nascida no pior frio que qualquer um, mesmo os Antigos, podiam lembrar. Adara não se lembrava quando viu o dragão de gelo pela primeira vez. Parecia que ele sempre estivera em sua vida, visto de longe, enquanto ela brincava sozinha na neve muito depois de as crianças terem fugido do frio. Em seu quarto aniversário, ela o tocou, em seu quinto, ela montou em suas costas largas e frias pela primeira vez. Então, em seu sétimo ano, em um dia claro de verão, dragões de fogo do Norte desceram na fazenda pacífica que era o lar de Adara. E apenas uma criança de inverno - e o dragão de gelo que a amava - poderiam salvar seu mundo da total destruição. O Dragão de Gelo marca o primeiro livro infantil de George R.R. Martin, autor premiado pelo New York Times pelos best-sellers As Crônicas de Gelo e Fogo e se passa no mesmo mundo. Ilustrado belissimamente por Yvonne Gilbert, O Dragão de Gelo é um conto inesquecível de amor, coragem, e sacrifício de um dos melhores escritores de fantasia de todos os tempos.
A opinião que se segue abaixo pode ter alguns Spoilers dos livros que compõem As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin. Você foi avisado.
Opinião: Já faz um bom tempo que eu li esse conto (acho mais parecido com um conto do que com um livro), e só demorei a postar (como também estou atrasando o post de O Rei do Inverno) porque estou em final de período na faculdade e tenho que apresentar alguns seminários, por isso meu tempo é curto para postagens. Eu não sabia da existência desse livro-conto do Martin, foi a Fernanda, pela postagem no blog dela (Na trilha dos livros) que eu fiquei sabendo, e foi ela também que me passou esse livro-conto). Vamos à resenha.
Adara é uma garotinha de 7 anos, que não demonstra suas emoções e não sente dor igual às outras crianças. Espera durante todo o ano pelo seu aniversário, não porque ganhará presentes, mas porque é no inverno que o dragão de gelo aparece. A história é ambientada em Westeros, mas não sei qual época é, porque existe um reino no norte e por toda Westeros existe dragões de fogo. Mas Adara tem uma ligação com um dragão de gelo, a única pessoa que já conseguiu "domá-lo".
Adara vive com seu pai e dois irmãos, sua mãe morreu no seu parto. Adara não demonstra emoções nem para sua própria família, e seu pai é afastado dela, tem um pouco de ressentimento por ter sido Adara que matou sua mulher. Não posso esquecer que Adara tem um tio, Hal, que é um cavaleiro de dragão (parece mais com O Ciclo da Herança) e trabalha para o rei. A Fernanda disse que arrisca que o rei é um Targaryen, parece que ainda não existe A Muralha e as estações ainda então normais, o verão e o inverno não duram anos como n'As Crônicas, por isso eu não falo que o rei é um Targaryen.
Uma coisa que eu não pude deixar de notar foi essa passagem: "Gelo se formava quando ele soprava. O calor fugia. Fogueiras es extinguiam pelo frio. Árvores congelavam lentamente por suas raízes secretas e suas partes tornavam-se quebradiças e rachavam pelo seu próprio peso. Animais tornavam-se azuis, gemiam e morriam, seus olhos esbugalhavam e suas peles se cobriam de gelo. O dragão de gelo soprava morte ao mundo, morte, silêncio e frio." Eu vejo aqui claramente como os Outros são criados. Enfim, já em 1979 Martin já imaginava As Crônicas de Gelo e Fogo, mesmo que elas só fossem ser escritas em meados dos anos de 1990. Para saber mais, o Leandro, do Drunkwookieblog, tem algumas teorias interessantes sobre, basta clicar aqui. A Fernanda também tem uma resenha muito boa sobre esse conto-livro, para ler clique aqui.
PS.: Quem quiser o livro-conto, eu posso passar por e-mail. Deixe seu e-mail nos comentários ou na nossa page do Facebook.
5 de junho de 2013
Livro para uma noite - Os Arquivos do Semideus, de Rick Riordan
Sinopse: Atenção jovens semideuses: preparem-se para ter acesso a arquivos altamente sigilosos. Copilado pelo escriba sênior do Acampamento Meio-Sangue, o sr. Rick Riordan, o conteúdo supersecreto apresentado em Os arquivos do semideus inclui os relatórios de três das mais perigosas aventuras de Percy Jackson, informações valiosas conseguidas em entrevistas com os mais importantes heróis da saga, um utilíssimo mapa do acampamento e muito, muito mais. Leiam e tornem-se especialistas no universo dos deuses e heróis do Olimpo.
A opinião que se segue abaixo pode ter alguns Spoilers dos livros anteriores e desse. Mas evitei colocar informações de grande importância. Você foi avisado.
Opinião: O livro tem 3 contos de Percy, um mapa do acampamento, uma foto do que levar em sua mala feita por Annabeth, entrevistas com alguns campistas/semideuses e jogos de caça-palavras no final. Esse também é considerado por mim como um livro para uma noite, ele é pequeno e sua leitura flui rápido, acabando quando você menos espera. Aqui vou focar nos contos. Começando com:
Percy Jackson e a quadriga roubada: Este é o menor dos contos, com em torno de 30 páginas, e acho que se passa entre o primeiro e segundo livro. Percy está na escola e vê Clarisse lutando com pássaros parecidos com corvos que soltam "flechas". Percy vai ajudá-la, e descobre que os irmãos imortais dela, Phobos e Deimos (medo e pânico, respectivamente) roubaram a quadriga de Ares, uma espécie de "carro de guerra". Eles vão até um ilha atrás da quadriga e chegando lá eles lutam com os irmãos de Clarisse em um aquário. Só vou colocar isso, senão conto o final. Passando para o outro conto.
Percy Jackson e o dragão de bronze: Este é o conto mediano, não lembro quantas páginas têm, mas é entre 40 e 50, e esse passa entre o segundo e terceiro livro. Percy está no acampamento e na noite em que se passa o conto haverá uma captura da bandeira "cruel", como pensa Percy, motivo: a chalé de Hefesto conseguira uma vitória em cima do chalé de Ares. Na equipe azul estavam os chalés de Hefesto, Apolo, Hermes e Poseidon (só o Percy); já na equipe vermelha, Atena e Ares (ambos deuses da guerra), Afrodite, Dionísio e Deméter. Durante a captura da bandeira, Percy e Charlie Beckendorf acabam encontrando Myrmekos, eles são parecidos com formigas só que na versão gigantes, carregando uma cabeça de dragão de ouro e bronze, e Charlie vê como um sinal de Hefesto e ataca os Myrmekos, mas ele acaba sendo arrastado para a Colina das Formigas (se eu estiver errado me corrigem, é porque o livro não é meu e já devolvi), aí Percy, Annabeth e Silena (do chalé de Afrodite) encontram o corpo do dragão e o ligam. O dragão distrai os Myrmekos e os três entram na colina, resgatam Charlie e quando estão saindo, o dragão ataca os quatro, mas Charlie consegue desligá-lo depois um pequeno tempo. Passando para o último.
Percy Jackson e a espada de Hades: Esse é o terceiro e último conto do livro, também é o maior, com 60 páginas (acho), e esse passa entre o quarto e quinto livro da coleção. Percy está fazendo uma prova de inglês quando a sra. O'Leary aparece no auditório. Percy termina a prova e vai atrás dela. Então um cervo dourado (o animal sagrado de Ártemis) aparece e Thalia vem logo atrás. E de repente Nico aparece e o cervo some. Os filhos dos Três Grandes estão reunidos em um mesmo local e Percy fica com dúvida se foi Cronos quem armou isso. O chão então se abre e eles se viram no jardim de Perséfone (a deusa da Primavera). E quem aparece: Perséfone, pedindo ajuda para recuperar a espada de Hades, espada essa que foi forjada contra as leis dos deuses. Perséfone dá um craveiro mágico para Percy que indica se o ladrão sair do Mundo Inferior. Os três encontram Sísifo, o maior especialista em enganar a morte. Eles conversam e Sísifo fala que outro semideus conversou com ele pedido ajuda de como sair do Mundo Inferior. E ele os manda para Melinoe. Mas antes de chegarem, eles são surpreendidos por um bando de daímones que os atacam mesmo que Nico ordena que elas não atacassem. Elas atacam e ferem Percy gravemente no ombro. Eles têm que atravessar o Rio Lete, O Rio do Esquecimento, Percy faz um arco e Nico e Thalia passam por ele, já Percy não consegue, mas como ele é filho de Poseidon, ele não se molhou, mas quando saiu do rio, desmaiou. Enfim encontram Melinoe, a deusa dos fantasmas, e ela faz com que Nico e Thalia vejam suas respectivas mães, fazendo com que eles fiquem indefesos. A última folha do craveiro cai, indicando que a espada saiu do Mundo Inferior. Mas eis que surge Ethan Nakamura com um homem alto ao seu lado, o titã Iápeto. Eles lutam com o titã e Percy acaba caindo no rio Lete com o titã, que consequentemente perde a memória. Depois eles vão até Hades com a espada e descobrem que foi Perséfone quem mandou forjar a mesma em nome de Hades. Por fim, Percy e Thalia voltam para o "Mundo Superior", e Nico fica com seu pai.
Ficou maior do que eu pensei, e possui mais Spoilers também, mas se você chegou até aqui, praticamente leu o livro todo, só faltam as entrevistas, rs. Até o próximo.
7 de junho de 2012
Ruas Estranhas - Morte por Dahlia
Comecei a ler Ruas Estranhas a alguns dias, mais como um passatempo, já que ele é um conjunto de histórias de vários autores Best-Sellers do New York Times e o primeiro conto, O bastardo, é do Martin. Ele conta o que é fantasia urbana e o que esperar do livro que tem em mãos. O segundo conto, Morte por Dahlia, é de Charlaine Harris (foto abaixo).
No conto, ela nos leva na companhia da poderosa vampira Dahlia Lynley-Chivers, a uma grande festa de várias criaturas da noite na qual os festejos se tornam um pouco mais violentos e mortais do que até mesmo Dahlia poderia imaginar.
Uma grande mansão. Uma grande festa. E um grande problema. Morte por Dahlia é um conto pequeno, de 34 páginas, e que prende o leitor até a última frase. Vampiros, demônios, meios-demônios, lobisomens, feiticeiras, entre outros. Menos fada, "os vampiros matavam de amor as fadas, literalmente." (rs). Não tenho muito o que falar do conto, se falar mais, conto-o todo. Quando terminar de ler os outros, vou postando um a um.
PS.: Faltam menos de 100 páginas para terminar de ler O Festim dos Corvos, terminando, posto e continuo a ler The Walking Dead. Até mais.
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