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2 de março de 2015

Você Escolheu #11 - Neil Gaiman

 Para a escolha do livro deste mês de março eu achei que daria um empate por ser de um autor que muitos gostam e que conhecem seus livros. Falar que me surpreendi com o resultado é falar demais, mas achava realmente que empataria entre Deuses Americanos (ganhou menos votos do que Coraline) ou o que ganhou, O oceano no fim do caminho. Darei prioridade ao O oceano no fim do caminho, um livro que quero ler deste que foi lançado.


 Até o próximo.

3 de fevereiro de 2015

Você Escolhe #11 - Neil Gaiman

 Para o primeiro Você Escolhe de 2015, eu escolhi um autor que li há um bom tempo e que tenho vontade de reler, mas sempre coloco outras coisas no lugar. Então venho oferecer-lhes para votação Neil Gaiman, um dos mestres da fantasia, e afins, moderna. Enfim, os livros para votação deste mês são:

 1 - Belas Maldições, com Terry Pratchett;
 2 - Coraline;
 3 - Deuses Americanos;
 4 - O oceano no fim do caminho.

 A votação já começou e ficará no ar até o dia 28 de fevereiro de 2015, às 23:59h, hora oficial de Brasília em horário de verão. Não deixe de votar.

5 de junho de 2014

A Comédia Trágica ou a Tragédia Cômica de Mr. Punch (HQ), de Neil Gaiman e Dave McKean

 Sinopse: Em Portsmouth, cinzenta cidade do litoral da Inglaterra, um garoto passa uma temporada inesquecível na casa dos avós.
 Um período de amadurecimento e descobertas, reveladas por personagens insólitos: seu tio-avô Morton, marcado desde a infância por uma deficiência física; uma misteriosa mulher, que ganha a vida interpretando uma sereia, e Swatchell, um artista com um passado obscuro.
 À medida que as histórias desses personagens se entrelaçam e se desdobram, o garoto é forçado a confrontar segredos de família, estranhos fantoches e um pesadelo de violência e traição, em uma sombria fábula sobre o fim da infância - e da inocência - e a passagem para a vida adulta.

 Aviso: Tentei evitar ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisado.

 Opinião: Esse foi outro livro, ou melhor dizendo HQ que eu li no domingo. E também o segundo do Neil Gaiman que leio, mas não sei se posso falar segundo, porque esse é uma HQ e o primeiro um livro de contos, clique aqui para ler minha opinião de Coisas Frágeis I. Bem, esse é a segunda obra que leio de Neil Gaiman, ficou melhor assim, rs. A história desse HQ é um pouco confusa, mas eu acabei entendendo-a, e o que Gaiman queria passar, só espero que consiga escrever aqui. Os traços feitos por Dave McKean são incríveis e sombrios, o que deixa o tema da perda da inocência mais evidenciado. Não sei por onde começar, é complicado, rs.
 Esse garoto, que não sabemos o nome, ou pelo menos eu acho que não sabemos, é quem conta a história, desde uma visita feita à casa dos avós aos quatro anos até esse última, com oito. Ele faz essa viagem à casa dos avós porque está com catapora e sua mãe está grávida, o que acaba gerando um risco para o bebê. Mas essa visita prolongada acaba se tornando mais do que uma viagem. Um dia seu avô Arthur sai para pescar e leva o garoto junto, mas ele logo fica entediado e fica caminhando na praia até ver uma barraca de marionetes em que ocorria um espetáculo, o de Mr. Punch, e quando o menino chega, Punch está matando o seu próprio bebê, e é aí que vemos como a peça é perturbada e amoral para uma criança assistir. Mas o garoto fica com medo e vai ao encontro do avô.
 Depois dessa pesca as coisas nunca mais serão a mesma para o garoto. Seu avô tem um pequeno negócio, parecido com um parque de diversão, que está falindo. Ele leva o garoto lá algumas vezes, e todas as vezes coisas entranhas acontecem. É lá que o garoto conhece Swatchell, o dono e controlador das marionetes, onde ele mostra seus fantoches e marionetes, só não mostra Mr. Punch alegando que se ele mostrá-lo, Punch terá vida própria e ele fará tudo o que quiser, e é claro que o garoto fica com medo. Também tem o tio-avô Morton, um corcunda que sempre aparece por lá também, e que o garoto nunca soube onde ele mora ou se casou, nada. Morton também é muito misterioso e sombrio, mas até que o garoto gosta dele.
 A HQ é marcada por cores escuras, como o preto e o vermelho sangue, o que a deixa mais sombria ainda. Não temo mais o que falar dela senão conto spoilers grandes. A leitura é bem rápida, uma sentada no sofá e você termina de ler. Também recomendo. Antes de terminar, essa é a primeira HQ que eu leio completa sem nenhum compromisso, como quando li O Alienista em quadrinhos para o colégio. Até mais.

18 de janeiro de 2014

Coisas Frágeis I, de Neil Gaiman

 Sinopse: Os nove contos de Coisas Frágeis trazem Gaiman abordando os mais diversos temas, misturando puberdade, punk rock e ficção científica em "Como conversar com Garotas em Festas"; combinando o Sherlock Holmes de sir Arthur Conan Doyle com o terror de H.P. Lovecraft em "Um Estudo em Esmeralda"; extrapolando o mundo de Matrix em "Golias", inspirado no roteiro original do primeiro filme; ou mesmo presenteando a filha mais velha com um conto fantástico sobre um clube de epicuristas em "O Pássaro-do-Sol". Coisas Frágeis é um tratado prático de como escrever boas histórias - histórias que, como diz a introdução do livro, "duram mais que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram muito mais que as próprias terras onde elas foram criadas".

Aviso: Tentei evitar ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisado.

 Opinião: "Acho que prefiro me lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, do que uma vida gasta evitando a dívida moral. (...) E me perguntei a que me referia com 'coisas frágeis'. Parecia um belo título para um livro de contos. Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonho e corações também." E é assim que Neil Gaiman nos apresenta seu livro de contos. Contos esses que são muito bons, sem exceção. Coisas Frágeis foi o primeiro livro do Neil Gaiman que eu li, e espero ler muitos outros. Como são contos, dá para serem lidos em um dia, mas eu lia um por dia antes de dormir, para não misturar as histórias e também para poder ficar refletindo cada conto, e o que Gaiman queria passar para nós. Não vou ficar falando de cada conto aqui, e assim, este post será diferente dos outros. O melhor a ser feito é falar do geral.
 Os contos, na primeira vista parecem ser diferentes do que realmente são. Eu achei quando comecei a ler era que seriam contos de fantasia ou ficção científica, e mas voltado para o cotidiano das pessoas e o quão frágeis nós somos. Foi por isso que gostei deste livro, Gaiman consegue misturar todos quase todos os estilos literários em um único livro com nove contos. Gaiman nos mostra que mesmo na fantasia, na ficção científica, ou no terror, todos nós, seres humanos, somos coisas frágeis, que podem ser quebradas por uma simples brisa de outono. O que as pessoas fazem para conseguir o que querem, como em "O Pássaro-do-Sol", onde os integrantes do Clube de Epicurismo vai até a Cidade do Sol para capturar e comer o Pássaro-do-Sol; ou o que o Senhor Alice faz para conseguir um ser tão belo quanto os anjos. Eu já estava esquecendo, que capa é essa? Dá medo, rs. Mas esta capa com a garota que parece ser de porcelana que está quebrando é muito boa, demonstra realmente a nossa fragilidade.
 Não tenho muito o que falar dos contos, só posso dizer que todos nós somos "Coisas Frágeis", cada um com seu sonho, seu amor, seu modo de ver o mundo, seu modo de ter fé, em acreditar em algo mesmo sabendo que isso não exista. Enfim, a vida é muito curta para ficar "evitando a dívida moral".