21 de novembro de 2013

O Azarão, de Markus Zusak

 Sinopse: Cameron Wolfe tem 15 anos e três irmãos mais velhos: Steve, Sarah e Ruben, este o mais próximo, com ele se junta para praticar pequenos crimes pela vizinhança - ou, pelo menos, planejá-los. Completam a família seu pai encanador e sua mãe durona. Gente comum, sem muitos recursos. Mas, ao mesmo tempo, muito mais do que isso.
 Quando conhecemos Cameron, fica claro que, por trás da fachada de adolescente típico, existe um garoto infeliz com sua vida e suas atitudes, mas também um homem em formação, ainda com as amarras no adolescente inseguro, inconsequente e, às vezes, ridículo, que luta para ser alguém.
 E é aí que Cameron se apaixona por Rebecca Conlon, uma garota digna de orações e, mais, uma garota real, com voz real, corpo real. A garota dos seus sonhos. Para consegui-la, Cameron sabe que terá de mudar não apenas suas atitudes, mas também seus pensamentos derrotistas. Ele sabe que precisará ser um vencedor.
 O Azarão é o primeiro livro de Markus Zusak, um romance de formação cujo protagonista tem um quê de autobiográfico. Uma existência comum - ou seja, extraordinária.

 Aviso: Tentei evitar ao máximo colocar Spoilers, mas talvez tenha um ou outro. Você foi avisado.

 Opinião: A verdade é que eu não sabia da existência desse livro. Eu fiquei um pouco confuso quando vi ele na estante da livraria (e também o Bom de Briga, que é a continuação). Esse livro é o primeiro de um trilogia intitulada de Trilogia dos Irmãos Wolfe, mas não tem nada escrito na capa, e assim fica um pouco muito difícil saber, a Bertrand Brasil (foi ela que lançou esse livro e o Bom de Briga no Brasil) e a Intrínseca (editora que lançou A Garota que eu Quero) vacilaram nisso. E como vocês que acompanham, eu li A Garota que eu Quero, clique aqui se você quiser ler sem se preocupar com possíveis Spoilers que eu falei sem ler os outros dois livros. Mas vamos à minha opinião.
 Cameron Wolfe é quem conta a história, ou seja, é em primeira pessoa. Ele e seu irmão Ruben são muito próximos e sempre fazer coisas que adolescentes fazem, ou seja, muita merda (desculpem pelo palavreado), mas é isso mesmo que adolescentes de 15 anos fazem. Não vou fazer um pequeno resumo contando o livro porque a sinopse faz isso por mim, senão ficará repetitivo, cansativo e grande esse post. Como eu li o último livro, O Azarão foi, para mim, uma pequena explicação do por quê (acho que é assim) Cameron é tão pra baixo, dramático e monótono em A Garota que eu Quero. Ele, nesse livro, ainda é mais sociável e tem uma vida divertida, mesmo que só com seu irmão Ruben.
 Mas no momento em que ele conhece Rebecca Conlon tudo muda. Cameron pensa nela o dia inteiro, e fica ansioso para o sábado chegar, quando ele poderá vê-la novamente, porque seu pai (que não é citado o nome) está trabalhando na casa da família dela. É aí que Cameron começa a ficar diferente, começa a ficar dramático (essa não é a palavra que eu quero colocar, mas não consigo encontrar a palavra certa, estou pensando em várias, mas nenhuma é a que eu quero).
 Ele e seu irmão decepcionam sua família várias vezes, e é aí que Ruben começa a se tornar adulto, fazendo a barba, que segundo Cameron estava deplorável de se ver (não nessas palavras, mas eu vi imagino ela assim). Steve e Sarah quase não aparecem, assim como a mãe (sem nome citado). Já o pai aparece quando Cameron o está ajudando com o serviço na casa de Rebecca.
 Acho que coloquei tudo o que deveria/queria. Esse é um livro para se ler em um dia (como foi no meu caso), ele tem menos de 200 páginas. Estava esquecendo, a cada um capítulo que Cameron conta sua história possui um em que ele conta seus sonhos (como em A Garota que eu Quero, só que aqui ele escreve tipo um livro em vez de descrever seus sonhos). O Azarão é um livro que deve ser lido, principalmente aqueles que sentem falta das "burrices" de ser um adolescente. Já em seu primeiro livro, Zusak já sabia encantar um leitor e prendê-lo até a última página.

20 de novembro de 2013

Nova "Conquista" - parte III

 Essa não deveria ser a parte III dessa série de postagens de Novas "Conquistas", mas sim a última compra minha feita no Submarino, no qual não vou falar porque eu irei fazer um post sobre o que eu comprei, espero que nesse final de semana saia o post. Mas vamos ao livro que eu comprei.
 Eu comprei O Azarão porque esse é o primeiro livro do Markus Zusak, e que eu nem sabia da existência, e porque é o primeiro livro da Trilogia dos Irmãos Wolfe. Amanhã com o post desse livro (que eu li no último sábado, assim que comprei) falarei mais sobre o mesmo.
 Até amanhã.

19 de novembro de 2013

Resultado da Enquete: Devo mudar a frase do blog?

 Eu sei que estou atrasado, mas nesse final de semana não deu para postar. Como disse neste post, eu estava pensando em mudar a frase do blog. Então resolvi fazer essa enquete para saber se vocês, seguidores ou apenas visitantes, o que achavam de eu mudar a frase (atualmente são os Votos da Patrulha da Noite, d'As Crônicas de Gelo e Fogo). Enfim, a enquete acabou e agora o resultado.
 Nessa enquete foram menos votos do que da anterior, apenas treze (13) nessa, dos quais 2 (dois), ou seja, 15% foram sim, contra sete (7), ou seja, 53% não e quatro (4), ou seja, 32% indiferente (esse tópico eu só fiz porque a Fernanda do Na Trilha dos Livros falou que não ia votar entre sim ou não, porque ambas as frases, a atual e a que eu iria colocar, eram ótimas e ela não escolheria entre as duas. Meu muito obrigado a todos que votaram, isso ajuda ao blog ficar cada vez melhor.
 Até breve.

15 de novembro de 2013

Ontem foi Dia do Nome do Blog

 Eu atrasei para a postagem do aniversário do blog, que foi ontem, é que ontem mesmo eu viajei para minha cidade no interior do Rio de Janeiro para passar o feriado. Então, o post não saiu ontem, peço desculpas, mas eu não tinha nada em mente para fazer no aniversário do blog igual ao fiz no ano passado, para ver essas postagens clique aqui (nessas postagens também tem sobre o dia de meu nome). Esse foi bem rápido. Eu não quis fazer muita coisa esse ano porque em janeiro do ano que vem eu vou fazer uma surpresa para vocês, mas se eu conseguir o que ainda não possuo. Espero que tudo ocorra como tenho planejado desde do começo desse mês.

9 de novembro de 2013

O Herege, de Bernard Cornwell

Sinopse: Depois de participar do cerco de Calais, o arqueiro inglês Thomas de Hookton reúne um grupo de homens e viaja para o interior da França. Pretende tomar uma fortificação na Gasconha, perto da Astarac de seus antepassados, e assim chamar a atenção de seu primo Guy Vexille, o assassino de seu pai que, como Thomas, também segue a trilha do Santo Graal. Durante a jornada, deixa um rastro de aldeias saqueadas e, em uma delas, salva da fogueira uma jovem acusada de feitiçaria. Uma mulher que faz com que Thomas perca o controle sobre parte de seus guerreiros, ameaçando o sucesso da missão mais importante de sua vida: encontrar a maior relíquia de toda a Cristandade.

 A opinião que se segue abaixo pode ter alguns Spoilers dos livros anteriores e desse. Mas evitei colocar informações de grande importância. Você foi avisado.

 Opinião: Acabou, infelizmente. A trilogia A Busca do Graal acabou. Não queria que acabasse, a história é muito boa, e no final desse livro fica ainda melhor. Mas para compensar, Bernard lançou 1356, uma história do Thomas de Hookton, mas não faz parte da Busca do Graal. Para ler as resenhas anteriores, clique aqui e aqui.
 Entre condes, lordes, cardeais, padres, soldados, arqueiros e hereges, O Herege em vez de ter o desenrolar da história, dá mais um nó na corda, mas o desfecho da história é incrível.
 Thomas de Hookton está indo para Castillon d'Arbizon seguindo ordem do conde de Northampton para invadir e controlar o castelo. Thomas, junto com Sir Guillaume, Robbie e alguns arqueiros e soldados conseguem controlar o castelo. Lá, ele encontra uma mulher presa que foi condenada à fogueira, depois de sofrer torturas, pela Santa Igreja Católica por heresia. Thomas não acredita que ela seja uma herege e a solta. Robbie fica imediatamente apaixonado por ela, mas ela nem liga pra ele, mas sim para Thomas. Então Robbie fica furioso por isso e começa a considerar Genevieve uma herege que deve ser queimada.
 Também temos como personagens principais nesse livro o conde de Berat, que acho que nem fala o nome dele, não consegui achar, e seu sobrinho, Joscelyn, que é insuportável, igual ao Lancelot d'As Crônicas de Artur do mesmo autor. O conde de Berat fica sabendo da busca do Graal e também começa a procurar em suas terras e em Astarac, um feudo que existiu e era subordinado a ele. Outro personagem que eu não fui com a cara dele foi o cardeal arcebispo de Livorno, que quer a qualquer custo conseguir o Graal para sentar-se no Trono de Pedro.
 Não vou falar muito da história senão dou spoilers desagradáveis para quem ainda não leu. Eu tinha me esquecido um pouco da fisionomia de Thomas, e nesse último livro é falado, e vou passar para vocês que leram e esqueceram como Thomas é: alto, cabelos pretos, faces cavadas, vigilantes olhos pretos, nariz quebrado em uma briga e posto no lugar de forma errada, sem contar com as queimaduras e os dedos tortos da mão feita pelo padre Bernard de Taillebourg, um Inquisidor. Thomas está mais envolvido com a busca do Graal. Uma coisa que eu gosto em Bernard, o escritor, é que ele fala de algumas coisas reais, como na passagem: "A Igreja não queimava hereges, simplesmente condenava e depois os pecadores eram entregues ao poder civil para que fossem mortos. Dessa maneira, a Igreja mantinha as mãos limpas, Deus recebia a garantia de que sua Igreja estava pura e que o diabo ganhara uma alma."
p. 73. Bernard sempre coloca a verdade da Igreja da época, e como disse no post de O Andarilho, as pessoas acabavam acreditando na mentiras que a Igreja contava, que não eram poucas. Voltando a Thomas, uma cena que eu ri muito foi em uma conversa entre ele e Genevieve em que ele diz: "Eu sou um arqueiro, e um arqueiro danado de bom (...)". Falando em Genevieve, ela é alta, branca e linda, mas possui inúmeras queimaduras feita por um dominicano, os guerreiros de Deus que combatiam a heresia e fazia torturas para obter a verdade, e mesmo assim Thomas a acha linda. Ela é um pouco misteriosa no começo, mas depois você acaba gostando dela também. Ela é condenada à fogueira por heresia e por ser também uma beguina (beguinos são mendigos, que negam a Igreja e a necessidade de trabalhar e alegam que todas as coisas vem de Deus, e portanto, todas as coisas devem ser gratuitas para todos os homens e mulheres. E a Igreja, corrupta e gananciosa, queimava os beguinos sempre os encontravam, acusando-os de hereges).
 Sir Guillaume é um personagem que muda de lado no segundo livro, e tenta conseguir dinheiro pra tomar o seu feudo de volta. Ele diz que a guarnição de inglese em Castillon d'Arbizon é a távola redonda, e assim, mais uma vez de novo novamente, o Rei Artur é citado na trilogia. Robbie acaba ficando chato com o decorrer da história, abandona Thomas à sua própria sorte só porque Thomas é apaixonado por Genevieve, e ele só faz burrice depois disso.
 Como gosto da Idade Média, quero passar para vocês uma excomungação que Bernard coloca nesse livro, e que vocês devem saber de quem é: "Em nome de Deus, o Pai todo-poderoso, e em nome do Filho, e em nome do Espírito Santo, e em nome de todos os santos, e em nome do Santo Padre, Clemente, e graças ao poder que nos foi concedido de separar e unir no céu aquilo que for separado e unido na terra, eu o intimo, Thomas! Eu o intimo! (...) É sabido que você, Thomas, certa vez batizado em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo, deixou a sociedade do corpo de Cristo ao cometer o pecado de dar consolo e abrigo a uma herege e assassina condenada. Por isso agora, com dor no coração, nós o privamos, Thomas, (...), da comunhão do corpo e do sangue do nosso Senhor Jesus Cristo. (...) Nós o separamos da sociedade de todos os cristãos e o excluímos de todos os recintos santos. (...) Nós o banimos do seio de nossa santa madre Igreja no céu e na terra. (...) Nó declaramos você, Thomas, excomungado e o julgamos condenado ao fogo eterno de Satã e todos os seus anjos e todos os réprobos. Nós o declaramos amaldiçoado por esse fato malévolo (...). p. 196-197. Ficou maior do que eu pensei, mas vale a pena dar uma lida, eu me senti como Thomas quando a excomungação terminou, sozinho na escuridão. E antes de terminar, a Peste Negra começa a fazer suas vítimas no final do livro que dizimou quase um terço da população da época. Espero que em 1356, a Peste Negra tenha um enfoque um pouco maior.
 É isso, ficou um pouco grande, mas espero que eu tenha colocado tudo de importante sem dar grandes spoilers. Se você gostou da resenha, não esqueça de comentar. Seu comentário é muito importante para mim.

7 de novembro de 2013

Nova "Conquista" - Parte II

 Eu não disse na parte I, clique aqui, que iria fazer três ou mais postagens de Novas "Conquistas", mas farei. Esse livro, Dever de Capitão, eu não comprei, eu ganhei da cortesia do Skoob (o primeiro livro que eu ganho no site, e espero que de muitos), da Editora Intrínseca. Dever de Capitão é um livro que eu não compraria se o visse em uma estante de livraria, só porque a capa é do filme com Tom Hanks, Capitão Phillips. Enfim, esse livro foi como um presente de Natal muito, muito mesmo, antecipado, ano que vem eu leio ele (ou ainda nesse ano mesmo, não sei).

5 de novembro de 2013

Nova "Conquista" - Parte I (& Explicações)

 Como eu disse na minha última postagem de Nova "Conquista", para ver clique aqui, eu comprei O Chamado do Cuco em paperback (brochura), mas eu queria mesmo em hardcover (capa dura) e necessitei comprá-lo, rs. Ainda não sei se vou sortear o livro paperback aqui no blog, estou pensando muito nisso. Mas só irei sorteá-lo com uma condição: eu só farei o sorteio se o blog tiver um número superior a 100 seguidores (posso parecer um pouco desesperado para ter mais seguidores, mas eu estou em parte, porque ano que vem eu quero começar parcerias com editoras, e algumas pedem alguns critérios que hoje não possuo). Então se você leu esse post até aqui, eu veio lhe pedir: você que só entra no blog para ler as postagens, por favor, siga este humilde blog (que nesse mês faz 2 anos \o/ ) e compartilhe com os amigos para eles seguirem também; assim você estará ajudando muito. E, consequentemente, a promoção ocorrerá em dezembro. Desculpe se isso incomodou quem acompanha e segue o blog, mas eu quero muito conseguir parcerias com editoras.

 Mas também veio agradecer a todos os meus seguidores, que acompanham o blog, alguns desde o começo (né Fernanda e Matheus) e outros mais recentes. Sem vocês o blog não seria o mesmo. E mais uma vez, desculpe se esse post foi um incomodo. Antecipadamente, obrigado a todos meus velhos, e futuros, seguidores.